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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Adaptação escolar 2012

Adaptação Escolar

O primeiro dia na escola é sempre difícil. Não à toa, ganhou até um nome:adaptação. Adaptação dos filhos, que chegam a um ambiente novo, diferente e desconhecido. E adaptação dos pais, que também sofrem com a ansiedade e o medo da reação da criança. A adaptação escolar é exatamente esse tempo dado às crianças (e aos pais) para que se acostumem à nova rotina. 

A partir de agora, o seu filho vai passar algumas horas por dia longe de você, na companhia de adultos e crianças que até ontem ele não conhecia. É importante explicar a ele exatamente o que está acontecendo: que ele vai para a escola, que vai ter uma professora e amiguinhos novos.
Para pais e mães, esse é sempre um momento difícil, mesmo que a escolha da escola tenha sido algo muito pensado e ponderado. Muitas vezes, seu filho chora e diz que não quer ficar com a professora. Em outras, não demonstra insatisfação e sequer exige a presença dos pais nos primeiros dias. Como agir em cada um desses casos? Para começar, você deve saber que a adaptação é um momento de transição na vida dele. Por isso, é importante estar tranquilo em relação à escola e transmitir essa tranquilidade à criança. 

                                                               Equipe Bem Me Quer

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A melhor diversão para cada idade!


Você já parou para pensar no que o seu filho faz quando está fora da escola? Assiste TV, pratica esportes, brinca com amiguinhos? Nas férias, nos fins de semana ou no contraturno, é natural que as crianças (e os pré-adolescentes, claro) queiram se divertir, mas os pais devem estar atentos às brincadeiras dos pequenos (e mesmo daqueles que não são mais tão pequenos), pois há atividades adequadas e inadequadas para cada faixa etária.

A educadora Adriana Friedmann, autora dos livros A Arte de Brincar e Desenvolvimento da Criança através do Brincar, explica que o "brincar" deve ter lugar prioritário na vida da criança. "Brincar é fundamental na infância por ser uma das linguagens expressivas do ser humano. Proporciona a comunicação, a descoberta do mundo, a socialização e o desenvolvimento integral", afirma.

De acordo com a educadora, o "brincar" é composto por vários elementos: uma estrutura (começo, meio e fim), os meios (como brincar), os fins (por que brincar), o conteúdo (a temática da brincadeira), as regras, o espaço, o tempo, os brinquedos, os parceiros e um comportamento lúdico (ações e reações daqueles que brincam). "Historicamente o homem sempre brincou, através dos diversos povos e culturas e no decorrer da história, sem distinção, nas ruas, praças, feiras, rios, praias, campos. Mas, ao longo do tempo, as formas de brincar, os espaços e tempos de brincar, os objetos de brincar e os brincantes foram se transformando", afirma Adriana Friedmann. Leia mais sobre a história da infância na reportagem O fim da infância.

Segundo a educadora, brincar sempre foi essencial para o ser humano, mas é uma ação que está perdendo seu espaço físico e temporal. Entre as causas dessa perda de espaço estão o crescimento das cidades, a ausência de locais públicos voltados para o lazer, o fato de as crianças terem muitas atividades extracurriculares, a falta de segurança e a inserção da mulher no mercado de trabalho, o que diminuiu o tempo das crianças perto da família.

Tudo isso provocou uma redução na quantidade de tempo que as crianças dedicam a brincadeiras. Para não deixar que o seu filho cresça sem saber o que são brincadeiras como esconde-esconde e amarelinha, é preciso que você entre em ação, acompanhe as atividades dele e incentive-o a brincar de forma saudável e adequada para a idade. A educadora Adriana Friedmann alerta: cada faixa etária exige um tipo diferente de brincadeira. Veja a seguir quais as atividades mais indicadas para cada idade e, depois, responda ao teste elaborado pela educadora para descobrir se você sabe incentivar o seu filho a brincar de forma saudável e educativa.

A melhor brincadeira de 0 a 3 anos

O que a criança curte nessa fase: As crianças menores gostam de levar objetos à boca, jogá-los e deixá-los rolar. Gostam também de sons, que estimulam o movimento.

O que os pais devem lembrar: Nesta fase, é importante que o adulto esteja sempre por perto. As crianças devem brincar em espaços seguros e sem riscos. Também é preciso observar a alimentação e o sono, pois passeios muito longos podem cansar. Entre zero e 3 anos, é muito importante que a criança tome ar puro e sol e fique em contato com a natureza. Mas é bom observar o horário: das 9 às 11horas ou entre 15 e 16 horas.

Atividades ideais: Aquários, parquinhos infantis, peças ou apresentações musicais infantis, passeios ao ar livre em carrinhos são atividades ideais.

Ponto de atenção: Não se recomenda exposição à TV, computador ou vídeos. Espaços muito barulhentos e lotados, como shopping centers, não são adequados, pois as crianças precisam de liberdade para se movimentar.

Dica da Adriana: "Nessa idade, o mais importante é que o adulto se adapte ao programa dos menores".

A melhor brincadeira de 3 a 7 anos

O que a criança curte nessa fase: A criança já tem uma certa independência e gosta de brincar sozinha com irmãos ou amiguinhos.

O que os pais devem lembrar: A partir dos 3 anos, é importante que as crianças participem das escolhas dos programas. Elas já não precisam estar sempre acompanhadas do pai ou da mãe, podendo ficar em companhia de outros adultos, mas sempre sabendo que os pais voltarão para buscá-las. Também é interessante conversar com elas após os programas, tentar descobrir o que elas sentiram, se gostaram, se têm vontade de repeti-lo.

Atividades ideais: Contato com a natureza, com animais, passeios e brincadeiras ao ar livre com equipamentos que as desafiem, como bolas, triciclos ou bicicletas, são ótimas atividades para dias bonitos. Quando estiver frio ou chovendo, atividades artísticas em casa e visita a museus, de preferência interativos, são boas opções.

Ponto de atenção: TV e vídeos já são permitidos, mas apenas por curtos períodos diários.

Dica da Adriana: "Nesta idade, a crianças já falam e sabem explicar o que gostam, o que lhes provoca medo, o que querem ou não".

A melhor brincadeira de 7 a 10 anos

O que a criança curte nessa fase: Quando chegam ao Ensino Fundamental, as crianças querem e procuram companhias da mesma idade. Gostam de acampamentos, espaços ao ar livre e parques.

O que os pais devem lembrar: A companhia de outras crianças da mesma idade é recomendável e muito salutar. Atividades como acampamentos e idas a clubes e a parques proporcionam essa convivência. Nessa faixa de idade, as crianças também já podem passar alguns períodos sozinhas, para que escrevam, pintem e brinquem do que tiverem vontade.

Atividades ideais: As crianças precisam de desafios, iniciação aos esportes, contato com a natureza e visitas a museus. Leitura e jogos de tabuleiro também são boas opções, principalmente para dias frios ou nublados, quando preferem ficar dentro de casa. O contato com instrumentos musicais também é muito interessante.

Ponto de atenção: TV, vídeo e computador devem ser limitados. Como nessa idade as crianças já são mais independentes, é preciso atenção com comidas fora de casa, principalmente com fast food e com petiscos rápidos.

Dica da Adriana: "Como as crianças já têm discernimento, os eletrônicos, se usados por longos períodos, têm o poder de atrapalhá-las".

A melhor brincadeira de 10 a 12 anos

O que o pré-adolescente curte: Esta é uma fase de autonomia em que os jovens procuram outros da mesma idade, esportes diversos, saídas em grupo.

O que os pais devem lembrar: É uma fase que deve ser acompanhada pelos adultos com muita conversa e orientação. É importante que os pais conheçam as companhias dos filhos e estimulem a convivência com outras crianças da mesma idade.

Atividades ideais: Iniciar o aprendizado de novas habilidades, como esportes, instrumentos musicais e técnicas plásticas, pode ser interessante nesse período. Centros de convivência e clubes costumam oferecer atividades em grupo ideais para essa faixa etária. Livros e música também são sempre uma boa pedida.

Ponto de atenção: TV, computador e vídeo ainda devem ser acompanhados de perto, tanto no tempo de exposição quanto nos conteúdos.

Dica da Adriana: "Dos 10 aos 12 anos, os pais também devem orientar os filhos no uso do dinheiro, em como usar transporte público, como se locomover, se proteger e se deslocar na rua ou em espaços públicos".

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mordidas na Escola: O que fazer?

É muito comum em todas as escolas de educação infantil, mais especificamente nas turmas de maternal, de crianças com aproximadamente um a três anos de idade; aconteçam as mordidas. Nessa idade a criança encontra-se na fase oral, do desenvolvimento da personalidade.
A criança tem o seu primeiro contato com o mundo através da boca, pelo seio materno, que lhe proporciona o prazer de saciar sua fome. Em razão dessa relação de prazer, à medida que cresce leva outras coisas à boca, como as mãos e os pés. Aos poucos vai tentando saborear outros objetos e até mesmo as pessoas, na tentativa de conhecer e descobrir melhor o mundo.
A criança que morde na verdade está procurando uma forma prazerosa de se expressar com o mundo, de se descobrir dentro dele, pois nesta fase a sua libido está centrada na boca, na porção superior do trato digestivo.
Através desse contato, aos poucos vai percebendo várias diferenças como doce e salgado, duro e mole. E na escola, ao morder um amigo, descobre novas sensações de prazer, como em ver o susto, a reação, o choro do outro. A partir dessa sensação agradável, volta a fazer repetidamente.
As mordidas acontecem em situações de disputa por brinquedos ou quando entra uma criança nova no grupo, causando emoções como insegurança, medo da perda ou ciúmes do novato, já que a professora está com a atenção mais voltada para o mesmo. Como não consegue administrar seus sentimentos, manifesta o incômodo através da mordida.
Um grande problema que temos presenciado comumente entre as famílias, são os pais brincando com os filhos usando a boca, dando pequenas mordidas nos mesmos, fazendo barulhos, etc. Essas atitudes não são erradas, mas podem confundir as crianças, que reportam para outras crianças as mesmas brincadeiras, porém podendo machucá-las, já que ainda não possuem domínio da força da mandíbula. As famílias devem se conscientizar que essas brincadeiras, apesar de trazerem sentimentos positivos, podem causar atitudes de agressividade na criança, que ainda não controla seus impulsos e não sabe distinguir o certo e o errado.
A mordida na escola é uma situação constrangedora para todos os envolvidos. Os pais da criança mordedora sentem-se muito mal, ficam envergonhados, os pais da criança agredida ficam chateados com o machucado do filho e sentem-se culpados por deixarem a criança na escola. Já a escola, por sua vez, tem a difícil tarefa de mediar às relações entre as crianças e seus familiares, a fim de amenizar os sentimentos negativos da situação.
Devem criar situações para estabelecer os limites dentro da mesma, mostrando para os alunos que devem respeitar os amigos, tratá-los bem, com carinho e mostrar que a criança machucada fica triste, que chora por ter sentido dor.
Aos poucos, as crianças vão apreendendo esses conceitos e descobrindo outras formas de sentir prazer, por isso é necessário carinho, atenção e paciência! 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Volta às aulas: período de adaptação!

Adaptação escolar é um tempo de novas descobertas e de muitos receios, para filhos e pais. Confira os medos mais comuns das crianças na educação infantil e no início do fundamental, e saiba como lidar com eles

'Você vem me buscar?'


Essa era a pergunta que Joana, de 3 anos, repetia para a mãe, Ivelise Gianfaldoni, 44. 'Acho que ela queria dizer 'mamãe, você não vai me deixar aqui, né?'', conta Ivelise. O principal medo da criança pequena é o de ser abandonada pelos pais. Quando ela está na escola nova, esse receio se torna constante. Ela está em um espaço que não conhece, com gente estranha. Para agravar, ainda tem pouca noção de tempo. Não sabe quando vai voltar para casa. As escolas tentam acalmar as crianças ensinando a rotina com desenhos, hora do lanche, de brincar e de ir embora. Em casa, vocês também podem ajudar relembrando a rotina.


'Mamãe, quero ficar com você!'

Uma grande aflição das crianças, o momento da separação costuma ser tenso. O filho chora ou, muitas vezes, pergunta se a mãe pode ficar mais um pouquinho. 'Normalmente é a primeira vez que a criança ficará sozinha sem ninguém de referência da família e acaba chorando pelo medo que essa separação provoca', diz Paula Bacchi, orientadora educacional. Para aliviar a tensão, faça combinados e cumpra para dar segurança à criança (e a você). Se falar que vai estar esperando lá fora, fique. Era o que fazia Valéria Schandert, mãe do Heitor, de 4 anos. Toda vez que o menino queria vê-la, a professora o levava. E lá estava Valéria. Não suma. Não se atrase e não minta para o seu filho. Ao sair, diga a verdade; diga que você vai trabalhar (por exemplo) e que você volta para buscá-lo. 'Também ajuda conversar em casa com a criança e contar quem vai protegê-la quando a mamãe não estiver por perto', orienta Paula.


'Eu quero o meu paninho!'


No início das aulas, levar os brinquedos ou objetos preferidos é comum e normalmente bem aceito pela maioria das escolas. Mas pergunte antes se a sua também concorda com a prática. 'Na adaptação, a criança precisa ter paninho, mamadeira, chupeta, brinquedo preferido porque são objetos familiares, representam a 'casa' para ela', explica Marcelo Cunha Bueno, coordenador pedagógico, em São Paulo. 'E também cria um elo entre a escola e a casa, ligação necessária para o sucesso da adaptação'. É comum algumas crianças que não levam os objetos ficarem o tempo todo com a mochila nas costas sem querer pendurar no cabide. 'Costumo brincar dizendo que ela está com a casa, e não a mochila, nas costas', diz Marcelo. Aos poucos, escola e pais devem incentivar a criança a deixar o objeto na mochila, depois no carro e, por fim, em casa. 'Porque é necessário que os pequenos consigam conviver, brincar, comer sem depender desses objetos', diz Paola.
 
Patrícia Cerqueira - Revista Crescer

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pais que trabalham

A Difícil Equação: Quantidade x Qualidade do Tempo

Vocês, pai e mãe que trabalham (e quantos ainda estudam !!!), como estão conseguindo equacionar qualidade x quantidade do tempo dedicado ao(s) seu(s) filho(s) ? Sabemos o quanto é difícil. Sempre persiste aquela duvidazinha..., que às vezes até se transforma em culpa.

Pois saibam que não são os únicos a terem esta preocupação. Arriscamos até a generalizar, dizendo que é certamente uma dificuldade que a maioria dos pais que trabalha enfrenta hoje em dia. É uma questão atual, pois nas gerações passadas ela não existia, já que o papel da mulher era cuidar da família, e o do homem, prover seu sustento.

Acontece que a nossa sociedade vem passando por mudanças naturais, mas de maneira muito acelerada. Se por um lado essas mudanças são libertadoras, por outro, desdobram-se em situações desgastantes . E entre essas situações está o fato de que atualmente existe uma demanda para o papel do homem e da mulher, não mais distinta e delimitada como antes, mas de igualdade, tanto para cuidar quanto para prover o sustento da família.

Vocês hão de concordar conosco de que esta não é uma questão, nem simples, nem mesmo fechada em si; afinal de contas, ela traz implícitas muitas facetas. E uma delas que nos chama a atenção e que tratamos neste artigo é justamente a mais maçante: a das rotinas domésticas. Mas e a qualidade x quantidade do tempo com as crianças, como fica?

Para responder a esta pergunta, vamos ilustrar com o comentário feito em uma de nossas palestras para pais. Estávamos falando sobre "o sim e o não na educação dos filhos", e uma mãe nos relatou a seguinte situação.

"Outro dia, quando chegamos eu e meu marido do trabalho e nosso filho da creche, ele queria que brincássemos com ele. Mas nós estávamos sem empregada e tínhamos "mil coisas" para fazer: colocar roupa na máquina, adiantar o jantar e preparar as coisas para o dia seguinte. Já era tarde e não podíamos perder tempo brincando. Rolou um estresse e tivemos que dizer para o nosso filho ir brincar sozinho. Conclusão: ficamos eu e meu marido culpados e nosso filho insatisfeito. Haveria outra saída?"

Muitos pais já viveram esta situação: cansados depois de um dia de trabalho, com saudades do filho e ele, por sua vez, cheio de novidades para contar e ansioso por atenção e carinho.

Vamos pensar... Talvez pudesse ter sido diferente. Partindo do pressuposto de que aquele casal dividisse tanto os cuidados com o filho como as rotinas domésticas, independentemente do que cada um estivesse fazendo, teria sido muito mais produtivo, agradável e de ganhos relacionais incontáveis, se eles tivessem acolhido seu filho, ao invés de excluí-lo dizendo que fosse brincar sozinho.

Uma maneira de acolher a criança, no simples exemplo de colocar a roupa na máquina, teria sido convidá-la com entusiasmo para participar do jogo do cotidiano da casa, de acordo com seu nível de maturidade, entendimento e força física. O simples fato de imbuí-la da responsabilidade de separar as roupas que iriam para a máquina por cor, características e tipos de tecido, enquanto conversassem sobre como foi o dia de cada um, abriria certamente um espaço de qualidade na atenção, criando um momento mágico de aproximação, cumplicidade e intimidade, fundamentais na relação pai/filho, mãe/filho.. E aqueles pais estariam instigando a curiosidade, o aprendizado psicomotor e intelectivo, a cooperação e tantas outras.

Para finalizar, pai/mãe, deixamos uma sugestão: sempre que a rotina familiar estiver interferindo de alguma maneira nas relações afetivas de sua família, busquem uma maneira criativa de mudá-la. Experimentem e observem os resultados.

Ana Silvia Teixeira e Vera Risi
Terapeutas de Família

Filhos que não desgrudam dos pais

Existem crianças que dormem na cama dos pais e, às vezes, só conseguem dormir tendo a presença deles, têm medo de ir à escolinha porque ficarão sem eles, choram muito no caminho à escola e muitas delas até adoecem. Isso não é nada bom!


Para a psicóloga Marystela Rodrigues Ribeiro, crianças com esses comportamentos demonstram falta de segurança e autonomia, pouca tolerância à frustração e baixa auto-estima. Além disso, podem apresentar dificuldades em se relacionar com outras pessoas e fazer amigos.
“Os filhos que não desgrudam dos pais, geralmente, são crianças dependentes emocionalmente e temem em ficar sozinhas ou serem abandonadas”, revela a psicóloga.

Na fase escolar, o “grude” é evidenciado de outras formas. As crianças podem desenvolver dificuldades em acompanhar a evolução das aulas por temerem em pedir ajudar e orientação à professora.

Esse problema é conseqüência direta da atitude dos pais, que não cortam o “cordão umbilical” de seus filhos. Em muitos casos, isso ocorre porque os pais temem ser abandonados.
“Geralmente esse ‘grude’ está muito mais relacionado com os medos, inseguranças e pavores dos pais do que os da própria criança. Os sentimentos vivenciados pelos filhos, em muitos casos, são reflexos dos sentimentos dos pais”, conta Marystela.

Super protetores – Pais que normalmente se mostram super protetores com os filhos tendem a oferecer mais ajuda do que eles realmente necessitam, querendo resolver todos os problemas das crianças.

A criança super protegida pelos pais torna-se muito dependente, precisando da atenção, da aprovação e da ajuda dos pais. Não consegue iniciar atividades próprias nem vencer as dificuldades que aparecem.

Por outro lado, abusar de castigos também não é nada interessante para uma criança. O excesso de repreensões por parte dos pais pode deixar a criança acuada, tornando-a obediente, entretanto, dependente e pouco criativa. Saber educar é a melhor lição.
“Os pais costumam ficar satisfeitos pelos filhos obedientes e emocionalmente dependentes, mas a verdade é que os prejuízos futuros em conseqüência da dependência emocional e da ausência de uma vida criativa são grandes”, alerta a psicóloga.

Como evitar o “grude” - Os primeiros passos do “desgrude” devem ser dados pelos adultos. Os pais podem começar por expressões concretas de amor ao filho. Carinho dos pais ajuda os filhos terem maior confiança e sociabilidade.

Mas esse amor tem que vir junto com limite. Crianças que não se sentem exigidas consideram-se menos queridas.
“Para um melhor desenvolvimento infantil é necessário que os filhos tenham seu próprio espaço, ou seja, sua cama, seus objetos, seus brinquedos e que adquiram suas responsabilidades e autonomias de acordo com a idade, como escovarem os dentes, se alimentarem, se vestirem, tomarem banho e com o passar dos anos saírem sozinhos de casa”.

Estimulando independência dos filhos, estes se tornam mais independentes e adaptados às situações sociais. Isso não quer dizer que os pais estarão abandonando seus filhos, mas sim deixando que façam por si próprios, pois só aprende quem faz.

Sempre mostrar o quanto essa criança é querida, criando vínculo emocional, mas também já dando certa liberdade como deixá-la comer sozinha mesmo que isso implique em ter que limpar toda a cozinha depois.

“Sabemos que os sentimentos dos pais são de proteger seus filhos, impedindo que passem por decepções e tenham frustrações. Se pudessem, os colocariam numa redoma, porém impediriam que eles crescessem. Os pais devem ensinar seus filhos e não fazer por eles. Num futuro próximo eles irão agradecer”, finaliza Marystela.

Bruno Thadeu

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O calor atrapalha o sono da criança?

Você acha que seu filho não anda dormindo direito nesses dias por causa do calor? Confira algumas medidas simples que podem ajudar as crianças a ter uma noite de sono tranquila:


- Deixe o seu filho ir para a cama com roupas leves. “Os pais tendem a agasalhar demais os filhos, e não há problema por exemplo, de a criança dormir sem meia ou sem cobrir”, diz Durval Aníbal Daniel Filho, pediatra do Hospital Albert Einstein (SP);
- Prefira os lençóis de algodão e linho àqueles sintéticos, porque esquentam menos;
- Não deixe o quarto totalmente fechado. Uma brecha na janela já é o suficiente para fazer o ar circular;
- Ventilador pode, desde que não fique em cima da criança e esteja em boas condições de uso;
- Ar-condicionado também pode. Mas ele deve estar com o filtro limpo e precisa ficar numa temperatura agradável, em torno de 24 graus. Como ele resseca o ar, você pode colocar um balde de água (longe do alcance da criança) no quarto;
- A refeição da noite precisa ser bem leve, com legumes, verduras e frutas. Não se esqueça também da hidratação.


Fontes: Durval Aníbal Daniel Filho, pediatra do Hospital Albert Einstein (SP), Adriana Barbosa, pediatra do Hospital São Camilo (SP)