domingo, 29 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Pais que trabalham
A Difícil Equação: Quantidade x Qualidade do Tempo
Vocês, pai e mãe que trabalham (e quantos ainda estudam !!!), como estão conseguindo equacionar qualidade x quantidade do tempo dedicado ao(s) seu(s) filho(s) ? Sabemos o quanto é difícil. Sempre persiste aquela duvidazinha..., que às vezes até se transforma em culpa.
Pois saibam que não são os únicos a terem esta preocupação. Arriscamos até a generalizar, dizendo que é certamente uma dificuldade que a maioria dos pais que trabalha enfrenta hoje em dia. É uma questão atual, pois nas gerações passadas ela não existia, já que o papel da mulher era cuidar da família, e o do homem, prover seu sustento.
Acontece que a nossa sociedade vem passando por mudanças naturais, mas de maneira muito acelerada. Se por um lado essas mudanças são libertadoras, por outro, desdobram-se em situações desgastantes . E entre essas situações está o fato de que atualmente existe uma demanda para o papel do homem e da mulher, não mais distinta e delimitada como antes, mas de igualdade, tanto para cuidar quanto para prover o sustento da família.
Vocês hão de concordar conosco de que esta não é uma questão, nem simples, nem mesmo fechada em si; afinal de contas, ela traz implícitas muitas facetas. E uma delas que nos chama a atenção e que tratamos neste artigo é justamente a mais maçante: a das rotinas domésticas. Mas e a qualidade x quantidade do tempo com as crianças, como fica?
Para responder a esta pergunta, vamos ilustrar com o comentário feito em uma de nossas palestras para pais. Estávamos falando sobre "o sim e o não na educação dos filhos", e uma mãe nos relatou a seguinte situação.
"Outro dia, quando chegamos eu e meu marido do trabalho e nosso filho da creche, ele queria que brincássemos com ele. Mas nós estávamos sem empregada e tínhamos "mil coisas" para fazer: colocar roupa na máquina, adiantar o jantar e preparar as coisas para o dia seguinte. Já era tarde e não podíamos perder tempo brincando. Rolou um estresse e tivemos que dizer para o nosso filho ir brincar sozinho. Conclusão: ficamos eu e meu marido culpados e nosso filho insatisfeito. Haveria outra saída?"
Muitos pais já viveram esta situação: cansados depois de um dia de trabalho, com saudades do filho e ele, por sua vez, cheio de novidades para contar e ansioso por atenção e carinho.
Vamos pensar... Talvez pudesse ter sido diferente. Partindo do pressuposto de que aquele casal dividisse tanto os cuidados com o filho como as rotinas domésticas, independentemente do que cada um estivesse fazendo, teria sido muito mais produtivo, agradável e de ganhos relacionais incontáveis, se eles tivessem acolhido seu filho, ao invés de excluí-lo dizendo que fosse brincar sozinho.
Uma maneira de acolher a criança, no simples exemplo de colocar a roupa na máquina, teria sido convidá-la com entusiasmo para participar do jogo do cotidiano da casa, de acordo com seu nível de maturidade, entendimento e força física. O simples fato de imbuí-la da responsabilidade de separar as roupas que iriam para a máquina por cor, características e tipos de tecido, enquanto conversassem sobre como foi o dia de cada um, abriria certamente um espaço de qualidade na atenção, criando um momento mágico de aproximação, cumplicidade e intimidade, fundamentais na relação pai/filho, mãe/filho.. E aqueles pais estariam instigando a curiosidade, o aprendizado psicomotor e intelectivo, a cooperação e tantas outras.
Para finalizar, pai/mãe, deixamos uma sugestão: sempre que a rotina familiar estiver interferindo de alguma maneira nas relações afetivas de sua família, busquem uma maneira criativa de mudá-la. Experimentem e observem os resultados.
Ana Silvia Teixeira e Vera Risi
Terapeutas de Família
Vocês, pai e mãe que trabalham (e quantos ainda estudam !!!), como estão conseguindo equacionar qualidade x quantidade do tempo dedicado ao(s) seu(s) filho(s) ? Sabemos o quanto é difícil. Sempre persiste aquela duvidazinha..., que às vezes até se transforma em culpa.
Pois saibam que não são os únicos a terem esta preocupação. Arriscamos até a generalizar, dizendo que é certamente uma dificuldade que a maioria dos pais que trabalha enfrenta hoje em dia. É uma questão atual, pois nas gerações passadas ela não existia, já que o papel da mulher era cuidar da família, e o do homem, prover seu sustento.
Acontece que a nossa sociedade vem passando por mudanças naturais, mas de maneira muito acelerada. Se por um lado essas mudanças são libertadoras, por outro, desdobram-se em situações desgastantes . E entre essas situações está o fato de que atualmente existe uma demanda para o papel do homem e da mulher, não mais distinta e delimitada como antes, mas de igualdade, tanto para cuidar quanto para prover o sustento da família.
Vocês hão de concordar conosco de que esta não é uma questão, nem simples, nem mesmo fechada em si; afinal de contas, ela traz implícitas muitas facetas. E uma delas que nos chama a atenção e que tratamos neste artigo é justamente a mais maçante: a das rotinas domésticas. Mas e a qualidade x quantidade do tempo com as crianças, como fica?
Para responder a esta pergunta, vamos ilustrar com o comentário feito em uma de nossas palestras para pais. Estávamos falando sobre "o sim e o não na educação dos filhos", e uma mãe nos relatou a seguinte situação.
"Outro dia, quando chegamos eu e meu marido do trabalho e nosso filho da creche, ele queria que brincássemos com ele. Mas nós estávamos sem empregada e tínhamos "mil coisas" para fazer: colocar roupa na máquina, adiantar o jantar e preparar as coisas para o dia seguinte. Já era tarde e não podíamos perder tempo brincando. Rolou um estresse e tivemos que dizer para o nosso filho ir brincar sozinho. Conclusão: ficamos eu e meu marido culpados e nosso filho insatisfeito. Haveria outra saída?"
Muitos pais já viveram esta situação: cansados depois de um dia de trabalho, com saudades do filho e ele, por sua vez, cheio de novidades para contar e ansioso por atenção e carinho.
Vamos pensar... Talvez pudesse ter sido diferente. Partindo do pressuposto de que aquele casal dividisse tanto os cuidados com o filho como as rotinas domésticas, independentemente do que cada um estivesse fazendo, teria sido muito mais produtivo, agradável e de ganhos relacionais incontáveis, se eles tivessem acolhido seu filho, ao invés de excluí-lo dizendo que fosse brincar sozinho.
Uma maneira de acolher a criança, no simples exemplo de colocar a roupa na máquina, teria sido convidá-la com entusiasmo para participar do jogo do cotidiano da casa, de acordo com seu nível de maturidade, entendimento e força física. O simples fato de imbuí-la da responsabilidade de separar as roupas que iriam para a máquina por cor, características e tipos de tecido, enquanto conversassem sobre como foi o dia de cada um, abriria certamente um espaço de qualidade na atenção, criando um momento mágico de aproximação, cumplicidade e intimidade, fundamentais na relação pai/filho, mãe/filho.. E aqueles pais estariam instigando a curiosidade, o aprendizado psicomotor e intelectivo, a cooperação e tantas outras.
Para finalizar, pai/mãe, deixamos uma sugestão: sempre que a rotina familiar estiver interferindo de alguma maneira nas relações afetivas de sua família, busquem uma maneira criativa de mudá-la. Experimentem e observem os resultados.
Ana Silvia Teixeira e Vera Risi
Terapeutas de Família
Aulas de Capoeira
As aulas de capoeira contribuem para o desenvolvimento psicomotor das crianças de 0 a 6 anos.
As aulas são semanais com o Professor Cristiano ( Tio Desenho ).
Filhos que não desgrudam dos pais
Existem crianças que dormem na cama dos pais e, às vezes, só conseguem dormir tendo a presença deles, têm medo de ir à escolinha porque ficarão sem eles, choram muito no caminho à escola e muitas delas até adoecem. Isso não é nada bom!
Para a psicóloga Marystela Rodrigues Ribeiro, crianças com esses comportamentos demonstram falta de segurança e autonomia, pouca tolerância à frustração e baixa auto-estima. Além disso, podem apresentar dificuldades em se relacionar com outras pessoas e fazer amigos.
“Os filhos que não desgrudam dos pais, geralmente, são crianças dependentes emocionalmente e temem em ficar sozinhas ou serem abandonadas”, revela a psicóloga.
Na fase escolar, o “grude” é evidenciado de outras formas. As crianças podem desenvolver dificuldades em acompanhar a evolução das aulas por temerem em pedir ajudar e orientação à professora.
Esse problema é conseqüência direta da atitude dos pais, que não cortam o “cordão umbilical” de seus filhos. Em muitos casos, isso ocorre porque os pais temem ser abandonados.
“Geralmente esse ‘grude’ está muito mais relacionado com os medos, inseguranças e pavores dos pais do que os da própria criança. Os sentimentos vivenciados pelos filhos, em muitos casos, são reflexos dos sentimentos dos pais”, conta Marystela.
Super protetores – Pais que normalmente se mostram super protetores com os filhos tendem a oferecer mais ajuda do que eles realmente necessitam, querendo resolver todos os problemas das crianças.
A criança super protegida pelos pais torna-se muito dependente, precisando da atenção, da aprovação e da ajuda dos pais. Não consegue iniciar atividades próprias nem vencer as dificuldades que aparecem.
Por outro lado, abusar de castigos também não é nada interessante para uma criança. O excesso de repreensões por parte dos pais pode deixar a criança acuada, tornando-a obediente, entretanto, dependente e pouco criativa. Saber educar é a melhor lição.
“Os pais costumam ficar satisfeitos pelos filhos obedientes e emocionalmente dependentes, mas a verdade é que os prejuízos futuros em conseqüência da dependência emocional e da ausência de uma vida criativa são grandes”, alerta a psicóloga.
Como evitar o “grude” - Os primeiros passos do “desgrude” devem ser dados pelos adultos. Os pais podem começar por expressões concretas de amor ao filho. Carinho dos pais ajuda os filhos terem maior confiança e sociabilidade.
Mas esse amor tem que vir junto com limite. Crianças que não se sentem exigidas consideram-se menos queridas.
“Para um melhor desenvolvimento infantil é necessário que os filhos tenham seu próprio espaço, ou seja, sua cama, seus objetos, seus brinquedos e que adquiram suas responsabilidades e autonomias de acordo com a idade, como escovarem os dentes, se alimentarem, se vestirem, tomarem banho e com o passar dos anos saírem sozinhos de casa”.
Estimulando independência dos filhos, estes se tornam mais independentes e adaptados às situações sociais. Isso não quer dizer que os pais estarão abandonando seus filhos, mas sim deixando que façam por si próprios, pois só aprende quem faz.
Sempre mostrar o quanto essa criança é querida, criando vínculo emocional, mas também já dando certa liberdade como deixá-la comer sozinha mesmo que isso implique em ter que limpar toda a cozinha depois.
“Sabemos que os sentimentos dos pais são de proteger seus filhos, impedindo que passem por decepções e tenham frustrações. Se pudessem, os colocariam numa redoma, porém impediriam que eles crescessem. Os pais devem ensinar seus filhos e não fazer por eles. Num futuro próximo eles irão agradecer”, finaliza Marystela.
Bruno Thadeu
Para a psicóloga Marystela Rodrigues Ribeiro, crianças com esses comportamentos demonstram falta de segurança e autonomia, pouca tolerância à frustração e baixa auto-estima. Além disso, podem apresentar dificuldades em se relacionar com outras pessoas e fazer amigos.
“Os filhos que não desgrudam dos pais, geralmente, são crianças dependentes emocionalmente e temem em ficar sozinhas ou serem abandonadas”, revela a psicóloga.
Na fase escolar, o “grude” é evidenciado de outras formas. As crianças podem desenvolver dificuldades em acompanhar a evolução das aulas por temerem em pedir ajudar e orientação à professora.
Esse problema é conseqüência direta da atitude dos pais, que não cortam o “cordão umbilical” de seus filhos. Em muitos casos, isso ocorre porque os pais temem ser abandonados.
“Geralmente esse ‘grude’ está muito mais relacionado com os medos, inseguranças e pavores dos pais do que os da própria criança. Os sentimentos vivenciados pelos filhos, em muitos casos, são reflexos dos sentimentos dos pais”, conta Marystela.
Super protetores – Pais que normalmente se mostram super protetores com os filhos tendem a oferecer mais ajuda do que eles realmente necessitam, querendo resolver todos os problemas das crianças.
A criança super protegida pelos pais torna-se muito dependente, precisando da atenção, da aprovação e da ajuda dos pais. Não consegue iniciar atividades próprias nem vencer as dificuldades que aparecem.
Por outro lado, abusar de castigos também não é nada interessante para uma criança. O excesso de repreensões por parte dos pais pode deixar a criança acuada, tornando-a obediente, entretanto, dependente e pouco criativa. Saber educar é a melhor lição.
“Os pais costumam ficar satisfeitos pelos filhos obedientes e emocionalmente dependentes, mas a verdade é que os prejuízos futuros em conseqüência da dependência emocional e da ausência de uma vida criativa são grandes”, alerta a psicóloga.
Como evitar o “grude” - Os primeiros passos do “desgrude” devem ser dados pelos adultos. Os pais podem começar por expressões concretas de amor ao filho. Carinho dos pais ajuda os filhos terem maior confiança e sociabilidade.
Mas esse amor tem que vir junto com limite. Crianças que não se sentem exigidas consideram-se menos queridas.
“Para um melhor desenvolvimento infantil é necessário que os filhos tenham seu próprio espaço, ou seja, sua cama, seus objetos, seus brinquedos e que adquiram suas responsabilidades e autonomias de acordo com a idade, como escovarem os dentes, se alimentarem, se vestirem, tomarem banho e com o passar dos anos saírem sozinhos de casa”.
Estimulando independência dos filhos, estes se tornam mais independentes e adaptados às situações sociais. Isso não quer dizer que os pais estarão abandonando seus filhos, mas sim deixando que façam por si próprios, pois só aprende quem faz.
Sempre mostrar o quanto essa criança é querida, criando vínculo emocional, mas também já dando certa liberdade como deixá-la comer sozinha mesmo que isso implique em ter que limpar toda a cozinha depois.
“Sabemos que os sentimentos dos pais são de proteger seus filhos, impedindo que passem por decepções e tenham frustrações. Se pudessem, os colocariam numa redoma, porém impediriam que eles crescessem. Os pais devem ensinar seus filhos e não fazer por eles. Num futuro próximo eles irão agradecer”, finaliza Marystela.
Bruno Thadeu
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